Tabac apareceu. Melhor que isso, levantou a bola da discussão que estava esfriando. Não percam tempo, entrem no TA, leiam!
Fui lá para concordar e discordar da tese dele sobre as ausências dos mais velhos. Segundo Tabac, é melhor não postar e conservar o blog apenas para conteúdos pertinentes, do que entrar para postar textos sem importância.
Como eu disse, concordei e discordei (um truque para mantê-lo por perto). E para não deixar passar em branco, trouxe meu comentário de lá para cá. Aí está:
Bem-vindo, ainda que não apeie para um dedo de prosa. E para reforçar: seu post de hoje trata de um assunto que abordei no dia 18 e que, para confirmação de sua tese, continua mais importante do que tudo que postei depois. Sim, você está certo mais uma vez. É melhor ler coisa velha que valha a pena do que novidade pueril.
Mas, só para continuar discordando de você (e enriquecendo sua poderosa argumentação), não é fato que a presença "física" tem capacidade de estimular muito mais do que testamentos embolorados? Seu retorno, mesmo que por um dia, vai ser uma festa geral, pode anotar. Tsc, tsc... Não, Tabac, nada substitui a presença de um amigo BCT. Leumas apareceu um dia desses, foi um sopro de saudade. O melhor é aparecer, mesmo que não desça da montaria. Grande abraço.
Registrando:
Um grande amigo, Marcos, deixou um comentário no último post. Assim que puder, vou explicar a interessante relação desse rapaz com o cigarro. Em resumo: parou há dez anos e, mal leu meu post, se candidatou a voltar no prazo que eu estipulei para mim. Tenho pena dele, coitado, arrastando sua vontade de fumar pela casa, como as correntes de um fantasma patético, definitivamente impedido pelas três mulheres adoráveis que moram com ele. Como cheirar mal perto delas? Como emporcalhar os cinzeiros e entupir os ralos (sim, eu me lembro) com bitucas ancestrais? Imagino o olhar de censura de Luana, a mais nova. Só esse olhar já seria suficiente para jogá-lo no ralo da vergonha, como uma bituca da palavra que ele não cumpriu. Pobre Marcos...
Mas do que eu estou falando? Eu também moro com três mulheres adoráveis!
Chega de política. Vamos falar de coisas que levantam o astral.
Curioso como eu, Viviane e Cláudio temos um hobby em comum, não? Os três gostamos de pescar. E, cá entre nós, vocês já repararam que não existe hobby que mais se adapte ao tabagismo?
Pescar exige paciência, concentração, foco, silêncio... O território perfeito para o cigarro. Uma das lembranças mais saudosas de meu tempo de chaminé era exatamente a hora em que, com o barco “poitado” em uma sombra, eu podia me dedicar à meticulosa tarefa de picar um palheiro, enrolar, acender com calma... e ver a vida passar.
Morro sem admitir que fumo é ruim. Fumo é uma maravilha, uma delícia! Por isso é que apaixonei perdidamente por ele. Mallarmé dava uma grande justificativa para fumar: "para colocar um pouco de fumaça entre mim e o mundo". Pescar é mais ou menos isso, não é?
Já decidi a data para voltar a fumar: no meu aniversário de 75 anos. Daí pra frente, não vai dar tempo do pulmão virar carvão, mesmo...
Êta viciozinho desgraçado, hein, pessoal? Falando assim, até parece que fumando a gente morre meditando, não é? Sai pra lá, enfisema!