1.000...

 

Caros amigos,

 

A data é importante e merece um depoimento mais demorado. Hoje comemoro (comemoramos todos, na verdade) a contagem de 1.000 dias sem cigarro.  Revendo essa trajetória iniciada ainda no primeiro Cigarro e Silêncio, vejo que muitas experiências nasceram e tomaram seus rumos nos domínios dos blogs BCTs, dos quais os dois CS são, de certa forma, pioneiros, juntamente com o Tabagista.

 

Gente que veio, tentou e se foi, certamente para retomar a batalha mais tarde: Ribola, Leumas, Bin... e outros, muitos outros, com presença mais ou menos intensa. Onde andam a esta altura?

 

Por outro lado, há os blogs que vieram e estão aí, segurando as pontas e a determinação de empunhar bandeiras: Dilema, Fumódromo, Renascer, juntamente com outros novinhos, filhotes de tentativas, como o Eu x Ele.

 

Um pouco de muitas vidas. Espero ter contribuido de alguma maneira. Um pouco de minha vida ficou aqui.

 

Mil dias... é realmente uma contagem extraordinária. Tenho a exata dimensão da minha conquista, principalmente por saber o quanto este blog teve a ver com isso. Teve tudo, a bem da verdade.   A troca de experiências e de estímulos entre os BCTs merece o crédito por muito do meu baú de mil dias.

 

Mas o tempo passou e a memória do cigarro se foi. Cristal demorou um pouquinho mais, mas caminha agora para o seu primeiro ano de “cara limpa”. Enquanto ela ainda fumava, eu tinha um motivo para falar em cigarro. Agora esse assunto desapareceu quase que completamente de nossas conversas. O tempo passou mais depressa quando Cristal apagou seu último cigarro.

 

É tempo de dar um tempo. Quero inaugurar um momento novo, no qual o cigarro seja definitivamente passado. Quero esquecê-lo completamente. Ou melhor, quero oficializar esse esquecimento que já é fato.

 

Vou partir para outros desafios. O Cigarro e Silêncio II continuará no ar, da mesma forma que o primeiro CS. Espero que os momentos ali registrados sirvam de inspiração a quem sonha em tomar uma atitude contra esse que é o mais mortal dos vícios modernos.

 

Espero ter tempo para aparecer de vez em quando. Mas não quero prometer nada, pois minha vida tornou-se um vendaval de viagens e compromissos. Da mesma forma, continuarei visitando os blogs BCTs quando tiver oportunidade.

 

Um grande abraço a todos, obrigado, mil vezes obrigado. Esta contagem é de vocês.

 

Uma hora eu apareço.

 

Sempre é tempo...

 

 

Um agradecimento aos que passaram por aqui e deixaram lembranças.

Cláudio, velho amigo, Cristal vai muito bem, a caminho de seu primeiro ano livre do cigarro. 

 

Um alô para Alexandrina, que começa a jornada agora, a Mônica, que teve tempo de deixar uma mensagenzinha, e a todos que, pelas mais diversas razões, entraram no CS ultimamente.

 

Faltam 16 dias. E não me sobra tempo nem para uma seqüência de mensagens de despedida. Mas quem sabe não penso em alguma coisa antes do “milésimo”.

 

Abraço a todos.

 

Ora, vivas!

 

 

Nada como um blog atrás do outro. Eis que surge Mary, no Eu X Ele.

Uma luta bastante solitária que merece todo o nosso apoio.

 

Vamos lá, um comment será mais que bem-vindo.

 

E o tempo passa. 49 dias para o blog adormecer.

Um esclarecimento importante

Digitando de um quarto de hotel, com conexão precaríssima.

A propósito dos comentários, um aviso: não vou tirar o CS do ar. Da mesma forma que o CS 1, pretendo deixá-lo disponível, com todos os registros, ok?

1000...

 

1000 dias, o fim de um ciclo

 

 

O fumômetro aproxima-se de uma contagem histórica: 1.000 dias sem cigarro. Mas o blog parece se arrastar muito mais lentamente, pela razão que os frequentadores já conhecem: falta de assunto.

 

Já apresentei este tema para debate em outras oportunidades. A verdade é que, após tanto tempo, o cigarro perdeu toda a sua importância para mim. E, sem pensar em fumar, também tenho muita dificuldade de me lembrar do blog. Outros BCTs passam pelo mesmo problema, a conferir pela lista de links. Raramente se encontra um comentário novo.

 

Então decidi entrar em hibernação como Tabac. Vou parar de atualizar o blog. Continuarei recebendo os e-mails e respondendo na medida do possível, mas não quero mais gerar expectativas de atualização.

 

Atenção, amigos: o Cigaro e Silêncio II continuará até a marca de 1.000 dias. Tomara que eu me lembre de atualizar de vez em quando. Depois disso, uma mensagem final e vou inaugurar novas etapas em minha vida.

 

Um abraço a todos.

 

Artemus

 

Aconteceu

 

 

Pela primeira vez, desde que parei de fumar, me esqueci completamente de acompanhar o fumômetro. Mesmo distante do blog, como agora, de vez em quando eu dava uma passadinha para ver a contagem. Só por curiosidade. Pois desta vez, não apenas esqueci o fumômetro como, também, a data em que parei!

 

Isso é muito significativo. Talvez seja o sinal de que o cigarro ficou definitivamente no passado. Tão desimportante que não me evoca sequer aquele saudosismo melancólico que tanto foi tema de meus posts.

 

Tão esquecido que até a data em que parei (minha grande trincheira nesses dois últimos anos, meu mantra) também se perdeu no tempo.

 

Talvez, agora, eu possa me auto-intitular um ex-fumante. Mas, e aí? O que isso significa? Imunidade total às tentações ou novos perigos à espreita?

 

Só o tempo dirá. Porque nunca fui tão longe tentando me livrar do tabagismo. Então me sinto sozinho, tateando no escuro.

 

Mas estou atento. O blog é minha última janelinha para o passado.

 

Por quanto tempo?

 

Trégua... ou pausa?

Ok, pessoal, mal começamos e preciso me ausentar da discussão. Farei uma viagem relativamente longa, retornando apenas no início de agosto. Cláudio, cuidado para não cair o queixo: vou pescar nas águas azuis do Rio das Mortes, o terceiro manancial mais limpo do planeta. Pela foto, vocês podem ver que, entre o nome do rio e sua beleza, há uma distância enorme.

Portanto, não tomem meu silêncio nos próximos dias como abandono, ok? É apenas uma ausência passageira. Quando eu voltar, vamos em frente.

Até a volta!

Uma Bomba no BCT

Eis que alguns amigos dão sinal de vida: Viviane, que me fez raiva, e Cláudio, que me fez inveja. Há quanto tempo não jogo uma partidinha de futebol de salão! E olha que fui apaixonado pelo esporte na juventude. Quem sabe isso não é um estímulo para voltar?

 

Outros, pelo visto, andam ocupados e distantes: Freja, Tabac...

 

Mas que dizer dos novatos Coyote e Tentativa? Para mim, previsível. Não se pode esperar grande determinação da turma mais jovem. Os apelos e tentações são muito intensos. Aliás, vou avisando: vou excluir dos links, pois penso que não é positivo linkar casos de insucesso. Pouco pedagógico, concordam?

 

Para terminar, vou lançar a velha e sempre recorrente pergunta, já feita por quase todos nós, BCTs de primeira hora: como continuar um blog depois que já se esgotou todo o assunto? É exatamente como me sinto agora, depois de Cristal entrar no sexto mês de abstinência.

 

Agora o cigarro tornou-se uma figura distante. Já não me acompanha mais sorrateiramente, esperando a hora de voltar. Sem fumantes em casa, lá se vai a memória afetiva...

 

Então vou falar do quê? Bem, é fato que um grande amigo recaiu há algum tempo, depois de 2 anos limpos... Mas isso é corriqueiro.

 

Será que um blog antitabagista consegue resistir mais do que o CS? Confesso que já tenho sérias dúvidas. Ou será que o fenômeno blog começa a dar sinais de que não foi feito para esse tipo de iniciativa?

 

Será que juntaríamos mais gente no orkut?

 

Talvez seja o momento de hibernar. Porque está claro que os BCTs, como estão, fazem muito pouco efeito.

 

Fazendo uma provocação direta  o que você acha, Tabac?

 

E você, Viviane? Freja? Cláudio?

 

 


Quem dá notícias?

Foi preciso Viviane me encontrar no msn e me dar um puxão de orelha pra eu parar por uns minutinhos e blogar. Estou num furacão de atividades, além de encarar final de obra em casa. Quem já passou por isso, sabe como é. Mas estamos bem. Cristal no quinto mês de pulmões limpos. Dia desses, pegou um edredom que estava guardado (friozinho do cerrado) e reclamou do cheiro de cigarro. Confesso que eu não senti nada. Bom sinal para ela, né?

 

Grande abraço a Ribola, um sumido dos velhos tempos que deu sinal de vida. Por falar em sumidos... E os novatos?

 

 


Marcando presença...

 

Curioso como sofremos apagões coletivos, não? Nunca consegui entender bem esse processo. Será que os ex-fumantes têm comportamento de lemingues, aqueles bichinhos que assumem uma conduta uniforme e seguem em grupo até o despenhadeiro? Não, claro que não!! Quem age assim é fumante inveterado, que sabe do encontro marcado com o enfisema e, mesmo assim, segue em frente, rumo ao seu precipício. Pobres lemingues...

 

Só para registrar: Cristal em plena contagem centenária, fechando o quarto mês de abstinência. Ainda choraminga sobre as delícias do aroma do cigarro, etc e tal, mas cada vez menos. O incrível é que não engordou um grama, acreditam? Continua mignon, com seus 54 quilos em 1,57.

 

Eu, por aqui, envolvido com uma obra doméstica, fazendo uma piscininha, academia, uns trecos que quem trabalha em casa precisa. E um novo canil para Carol, minha nova paixão. Para quem não sabe, tenho alguns rotts adoráveis no quintal. Carol, essa menina linda da foto, nos chegou vindo de uma experiência difícil, com problemas de relacionamento, rejeição, etc.  É uma cadela super dócil, tranquila, que fica nervosíssima quando alguém segura qualquer coisa que se pareça com uma arma. Imagino o que ela passou.

 

É isso, gente. Um pouco de abobrinha é melhor que página em branco.

Quanta empolgação...

 

 Senhor, diminui o nosso sofrimento e, se for possível, principalmente, livrai-nos do nosso tédio.

 

Pelo jeito, entramos em outra onda de tédio BCT. E desta vez, parece que ninguém se anima a criar uma polemicazinha para provocar a turma.

 

Só para não passar em branco, ótimas notícias da Cristal. Ela já está beirando o terceiro mês. Deixou a crise de ansiedade para trás, com todas as pílulas e tremedeiras de praxe. Agora anda naquela fase melancólica de acompanhar, com olhar de vira-lata, cada cigarro que passa à sua frente.

 

Faço que não vejo. Já vi esse filme.

 

Acorda, povo!

Apresentando aos mais novos...

 

Quem não conhece Viviane certamente diria: “Pôxa, normal a surtadinha básica, como ela postou no Tabagista. Voltar a fumar depois de um ano desorienta qualquer um.”

 

Sim, concordo. Qualquer um estaria sujeito a isso. Se tivesse voltado. Entrem lá no Renascer e verão o fumômetro ativinho, normal.

 

Ora, então o que aconteceu com ela?

 

Vivianidades...

Vivianidades...

Nossa amiga está bem, só um pouco "acelerada". Logo, logo vai reabrir o Renascer e acabar com a aflição de todo mundo. Não é, Viviane?

Para ela

Estou tranqüilo. Amanhã Viviane vai entrar "por aquela porta" cuspindo marimbondo e preparando a revanche.

Ela não é de quebrar na primeira.

Sábio, guru? Eu?

 

 

 

Fumei dos 18 aos 48. Nesse percurso, passei por poucas e boas. Consumi muito mais tabaco do que qualquer pulmão alucinado toleraria. Uma carteira e meia durante o dia, outra à noite, nas madrugadas de trabalho. Digo que consumi mais porque quem fumou além disso, já se foi.

 

Parei de fumar porque comecei a sentir dificuldade de respirar. Mas antes disso estava fumando cigarros de palha, à média de uma carteira por dia. Quem conhece o teor de nicotina deles, sabe que o aceitável (sic) seria de 5 a 8 unidade diárias. Eu estava fumando 15 a 20.

 

Então como posso aceitar a condição de “velho sábio da tribo”, como me alcunhou Tabac. Viviane usou uma expressão semelhante pouco depois.

 

Falando sério ou não, mesmo com a melhor das intenções, o pessoal andou exagerando. Ninguém parou para pensar que talvez seja exatamente o contrário? Talvez, pela minha trajetória, eu seja o mais propenso a uma grande recaída, com direito a mais dez anos de tabagismo e cilindro de oxigênio na cabeceira.

 

A contagem do meu fumômetro é proporcional ao risco que corro. Leiam com todas as letras: Eu sou o menos confiável. Conheço meus demônios.

 

É importante que nenhum BCT coloque o Cigarro e Silêncio como referência, pois estaria correndo o risco de uma grande decepção, que talvez lhe trouxesse conseqüências ruins para seu próprio projeto de parar.

 

Meu fumômetro pode ser zerado a qualquer momento, e nem por isso o BCT seria invalidado. Cláudio assumiria o bastão, seguido de perto por Viviane. E a vida continuaria. E eu recomeçaria do zero, dando valor a cada hora sem cigarro, como fez Freja.

 

Estamos combinados?




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